O pop e o alternativo… POP!!!
Há uns três anos atrás a Sibberia, banda de pop-rock da qual faço parte, lançou no antigo Tequila o seu novo site e um novo show acústico. Fizemos uma grande campanha de marketing, com direito a outdoors, inserções em TV e Rádio e também várias entrevistas para a mídia impressa e televisiva. Deu tudo certo, a noite foi fantástica, casa cheia e todos felizes e bêbados ao final.
Nada de extraordinário nessa história, exceto por um fato interessante que aconteceu alguns dias antes do evento. Eu costumava passar no antigo Jazz Café pra dar uma olhada nos CDs e EPs de bandas sergipanas que estavam sempre por lá, expostos à venda. Nesse dia comprei um EP de uma promissora banda sergipana que se colocava como uma banda moderna com características clássicas, a julgar pelo uso de ternos e outros adereços durantes suas apresentações. Comprei o EP, achei o som muito bom, embora necessitasse de uma boa lapidação, mas, era um excelente começo pra uma banda iniciante. E gostei das músicas também. Então, achei que seria legal ligar pro pessoal da banda e fazer uma proposta para dividir o palco com a Sibberia e assim dar uma força na divulgação do trabalho deles.
Entrei em contato com o produtor da banda e propus que eles montassem um stand no Tequila pra expor e vender o EP, camisetas, adesivos e afins, além de uma participação durante o show da Sibberia, onde poderiam tocar algumas músicas e divulgar o lançamento do EP. Falei que a festa teria uma grande divulgação e que seria uma ótima oportunidade pra eles exporem o trabalho. O produtor disse que ia conversar com o pessoal da banda e daria um retorno. O retorno não veio até hoje. Achei que fosse apenas a já conhecida e tradicional falta de profissionalismo das bandas sergipanas, mas na verdade a história era outra. Através de uma amiga em comum, fiquei sabendo que a banda não iria tocar com a Sibberia, porque a não iria “se misturar” a uma banda pop num show em um lugar reconhecidamente pop-rock como o Tequila. Eles eram underground, alternativos, superiores e acima da necessidade de conquistar público. Pelo menos, se achavam assim, pois a música que eu ouvi deles era necessariamente POP.
Além da falta de educação e postura profissional, achei uma estúpida burrice. Mas, depois analisando melhor, percebi que tudo era fruto de uma cultura, até certo ponto preconceituosa, por parte das bandas e do público que se acham “cult”. Digo “se acham”, porque na verdade todo mundo que se diz alternativo quer vender discos, vender shows e vender imagem. É uma hipocrisia ridícula, mas a maioria das bandas alternativas que conheço querem ser pop, mas não querem deixar de lado o discurso preconceituoso, de superioridade cultural. Não é a toa que a banda a qual me refiro fez as malas e se mudou para São Paulo em busca do “sucesso” que até hoje não veio. Talvez, quem sabe, por estarem nessa crise de identidade, pop x alternativo. Afinal, o que essas bandas pensam que são?
O artista precisa ser pop pra sobreviver. Ser pop não significa necessariamente fazer música sem conteúdo ou ainda música apenas com apelo comercial. Ser pop significa conquistar público e sobreviver. Ser conhecido, ser popular. Qual a banda, qual negócio que sobrevive sem público, sem clientes. O músico também precisa comer, pagar aluguel e as contas no final do mês. E pra conquistar público, é necessário se enquadrar a certos conceitos e formatos exigidos pelo mercado. Não tem jeito.
Essa postura me faz lembrar um outro fato igualmente interessante. Como me referi anteriormente, freqüentava o Jazz Café. Um local que atraia um grande número de artistas e intelectuais. Um lugar alternativo, por assim dizer. Era freqüente encontrar por lá um monte de gente que queria demonstrar que também era intelectual e desatava a falar sobre um monte de escritores, artistas e obras que acabaram de ler especialmente para ter o que falar . Eu e um amigo, resolvemos brincar com algumas dessas pessoas e inventamos um escritor polonês “mundialmente famoso”, chamado Baruska. Passamos então a discutir sobre as diversas obras “imaginárias” de Baruska e sua imensa contribuição à contracultura dos anos 60. E não é que apareceram algumas figuras que “já tinham lido alguma coisa” ou “já tinha ouvido falar” ou ainda “conhecia um amigo que tinha alguns livros do escritor”!!!! Teve um que comparou Baruska a Kerouac! Incrível até onde pode ir o ser humano apenas para se sentir “in”.
Talvez essa rejeição ao pop seja uma necessidade natural durante o processo de formação dos artistas alternativos. Inclusive, muito bem vinda, pois garante um certo contra-peso durante negociações de contrato e produção de discos. Mas, o que não me parece ser racional é a aversão a parcerias e projetos que unifiquem bandas e artistas locais. Sejam eles ditos alternativos ou não. Numa cidade onde as dificuldades são gritantes, apenas com muita força de vontade e união das mais diversas tribos, poderemos conseguir alguma coisa. Infelizmente, o que vemos na prática é o inverso. A história que vivi há três anos atrás, continua se repetindo hoje. Cada um na sua, correndo atrás do seu e fingindo ser o que parece ser mais conveniente.
Engraçado que a base cultural desse movimento “quero ser cult” vem, principalmente, da década de sessenta. Exatamente uma década marcada pelo experimentalismo, pela mistura, pela massificação e pelo surgimento dos princípios que regem a cultura pop até hoje. Estamos falando de músicas que tocam nas rádio em troca de dinheiro, de apresentações em programas de TV, de grandes festivais, de venda de discos, de promoção e marketing. O que essa turma do preconceito não entende é que eles conheceram Beatles, Rolling Stones, Hendrix, Doors, Joplin e tantos outros, graças a uma grande e inteligente base comercial que persiste até hoje. Do contrário, como uma banda indie escocesa como o Franz Ferdinand faria três ou quatro shows no Brasil, em 2005, com casa lotada? Resposta: conseguiram excursionar com o U2 por toda a América do Sul. A banda é boa? É fantástica!!! Eles tocam rock nu e cru. Letras legais, arranjos interessantes, guitarras distorcidas e tudo mais que qualquer banda de rock alternativa precisa ter. São culturalmente riquíssimos!!! Porém, suas roupas são pra lá de fashion, suas músicas são dançantes, eles participam de programas de TV e seus empresários são muito bons em contratos. O resultado são milhões de discos vendidos, turnês internacionais, contrato com gravadoras e o bolso cheio de dinheiro. E me pergunto, o que há de mal nisso!?
Pasmem leitores de Baruska!!! O Franz Ferdinand é POP!!!!
Parem o mundo que eu quero descer!!!!
Quando Raulzito Seixas, o maior rockeiro que esse país já pariu, cantou as palavras que dão o título ao nosso post de hoje, eu ainda usava fraldas. Mas hoje, após tomar conhecimento da atual lista dos albuns mais vendidos no Brasil, eu entendi o que ele estava querendo dizer.
1º lugar: Trilha da novela paraíso, puxada pela música Deus e eu no sertão de Victor e Léo
2º lugar: Beyonce – I am…Sasha Fierce
3º lugar: Victor e Léo – Borboletas
4º lugar: Padre Fábio de Melo - Eu e o tempo
5º lugar: Leonardo – Esse alguém sou eu
6º lugar: Michael Jackson - Coletânia
7º lugar: Trilha da novela Paraíso
8º lugar: Trilha da novela Caminho das Índias
9º lugar: Jonas Brother – Lines, Vines and Trying Times
10º lugar: Miley Cyrus – Breakout
Raul, como sempre, um visionário. Esse mundo anda mesmo muito estranho….
Música Sem Sotaque
Outro dia, ouvindo a um desses programas de rádio especializados em música sergipana, escutei um renomado artista local proferir a seguinte frase: “O Sergipano não sabe valorizar seus artistas e essa é a principal razão da grande dificuldade de conquistar público e viabilizar investimentos.”
Essa frase é cantada desde que eu me entendo por gente. É comum no meio artístico ouvir que o sergipano não consome música sergipana, que vai para bares, boates e outros eventos apenas para “curtir a night” e não para apreciar o artista que está lá se apresentando. Claro que isso é uma forma de generalizar o comportamento do público, pois tenho certeza que boa parte dele vai aos shows por gostar da banda e também porque, em sua maioria, as bandas não tocam apenas músicas próprias, apresentando também vários covers de artistas famosos. Agora, quando o assunto é a música sergipana em si, ou seja, a música composta por artistas sergipanos, a coisa realmente muda de figura. Existe mesmo uma certa rejeição. Porém, o que atualmente me pergunto é se, ao contrário do que se pensa, existe ou não boa vontade por parte do público.
O meu questionamento é se o sergipano não valoriza os artistas locais apenas por uma questão cultural ou porque não gosta da música, embora tenha a disposição de ouvi-la. Será que a nossa música é realmente boa? Será que a culpa está apenas no público? Ou essa é uma forma fácil de esconder nossas limitações?
Acho que pra responder a essa pergunta precisamos fazer algumas observações. Primeiro, precisamos separar talento de produção musical. Ou seja, não estou questionando o talento do artista sergipano, ao contrário, acredito que temos um grupo de artistas com enorme potencial. Porém, questiono a nossa capacidade de transformar esse potencial em produtos artisticamente e comercialmente viáveis. Em seguida, precisamos separar a música alternativa e a música pop. A primeira tem, a princípio, o foco na arte por si só, sem preocupar-se com as questões comerciais envolvidas; a segunda trata de produzir hits, ou seja, músicas que possam atrair grande quantidade de público e que permitam ao artista conquistar dinheiro e sucesso.
No fundo, considero que todo artista alternativo quer ser pop, e todo artista pop diz que não perdeu as referências alternativas. Mas, essa guerrinha alternativo x pop merece um post único. É uma outra discussão. Nessa discussão de hoje, quero tratar sobre os artistas que querem produzir hits.
Feitos os esclarecimentos, estamos tratando de negócios. Ou seja, na capacidade de transformar talentos em hits. De transformar arte em dinheiro e sucesso. Em ser pop. E acho que é nesse aspecto que estamos devendo e muito ao público sergipano. Eu escuto muito as músicas dos nossos artistas. Compro CDs, EPs, escuto rádio, internet, enfim, tento estar antenado no que está acontecendo. E após todos esses anos, me diga aí uma música de um artista sergipano que tenha “estourado” nacionalmente. Me diga um artista sergipano que faça sucesso por esse Brasil afora, lotando ginásios e casas de show. Não me venha falar de Calcinha Preta, porque estamos falando de música e não daquele negócio lá que eles fazem. Enfim, não consigo lembrar agora de nenhum. Será que a culpa é do nosso público? Será que o público baiano valoriza o artista baiano, ou valoriza o sucesso? Será que o pernambucano ovaciona o Maracatu de Chico Science ou aprendeu a valorizá-lo depois que ele se tornou mundialmente conhecido? Até que ponto VALOR está associado a NOTORIEDADE. Será que é o público que faz o sucesso ou o sucesso que faz o público?
Façamos uma analogia simplória. O Confiança, time de futebol sergipano, quase conseguiu classificar-se para a segunda divisão na temporada de 2008. O que se viu foi um aumento no tamanho de sua torcida. O time estava em evidência, estava na mídia, estava dando certo e foi natural que crianças e adultos embarcassem na onda. Na atual temporada o Confiança foi rebaixado para a quarta divisão. Silêncio total.
O fato é que as grandes gravadoras em associação com a mídia constroem e destroem sucessos. E Sergipe ainda não entrou nessa roda. O baiano valoriza a bahia, porque sente orgulho de um grupo de artistas que mudou a música brasileira desde os tempos de Doryval, passando por Caetano, Gil, Gal, até chegar no axé. O povo tem no que se espelhar. Tem o que defender. Mas Caetano, por exemplo, fez sucesso inicialmente cantando MPB e não música baiana. Ele fez música para o Brasil e não para a Bahia. É só ouvir seus primeiros discos.
E o que falta pra nós? O que normalmente escuto no rádio são músicas com letras ruins, arranjos insossos, produção pífia, gravações de péssima qualidade, ritmos indefinidos e péssimos cantores. Canso de ouvir cantores desafinados! Chega a ser um desrespeito com os ouvintes. Além disso, está a questão da composição em si. Não adianta o artista compor uma música direcionada pra ele ou pra uma cultura regionalizada e depois ficar reclamando que a música não faz sucesso porque o público não compra música sergipana. Se o objetivo é ter sucesso, então a música não pode estar presa a regionalismos. Ela tem que conquistar o Brasil. Nem a Bossa Nova, que considero nosso movimento mais original, é puro sangue. Tem toda a sua estrutura baseada no jazz americano. Então, qual a probabilidade do nosso samba de côco ou samba de pareia ou sei mais o quê ganhar o Brasil? Difícil. Pode até fazer sucesso na Europa, no seguimento World Music, porque o europeu considera esses e outros ritmos exóticos e culturalmente ricos. E são mesmo! Mas, não serve pra música pop.
Realmente a população de Aracaju em geral tem certa aversão a música sergipana. Parte disso é cultural, porque sofremos de uma crise de auto-estima. Não sabemos valorizar nossas qualidades. Não temos o ímpeto de descobrir coisas novas, nem de, ao menos, parar para ouvir uma música de uma banda local. Mas, é preciso dividir essa culpa com a imensa quantidade de música ruim que esse público ouviu ao longo de todos esses anos. É difícil mudar a cultura de uma população, mas essa mudança tem que partir primeiro dos artistas. Somos nós que precisamos evoluir primeiro para que a população evolua em seguida.
Talvez falte para o nosso artista se profissionalizar. Saber atingir de forma adequada o público que se quer conquistar. É bonito ser um artista integrado à cultura regional e defensor ferrenho do folclore de Laranjeiras? É sim! Claro que é. E é importante também. Mas, só não pode ir pros meios de comunicação reclamar que o povo sergipano não consome sua música, porque você não a compôs pra ele. Compôs pra Laranjeiras. Então toque por lá!
Woodstock 1969

Visão Geral do Festival
Nós próximos dias 15,16 e 17 comemora-se os 40 anos de uma das passagens mais importantes da história do rock e também do show business, o festival de Woodstock! Foram os três dias mais loucos da história, pelo menos para as mais de 400 mil pessoas que, em busca de paz, amor e música, invadiram uma fazenda ao norte do estado de New York, ao lado da pacata cidade de Bethel, que à época tinha pouco mais de dois mil habitantes.
O festival reuniu a nata dos artistas famosos da época, incluindo The Who, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Santana, Creedence Clearwater Revival, Jefferson Airplane, Crosby Stills Nash and Young e Joe Cocker. Diversas outras bandas foram convidadas, mas acabaram não aceitando ou cancelando a apresentação na última hora. Entre elas, The Doors, Led Zeppelin, Frank Zappa e nada menos que os Beatles. No caso dos Beatles, o motivo do cancelamento foi ao menos, curioso. Após o contato dos organizadores do festival, John Lennon falou que haveria sim a possibilidade dos Beatles tocarem, desde que a banda de Yoko, Platic Ono Band, também pudesse tocar. Como a contrapartida não foi aceita, os Beatles não participaram do festival. Mais uma pra gente agradecer a Yoko!
Do ponto de vista de estrutura e operação, o nome adequado para o festival seria “Calamidade Pública”. A organização esperava cem mil pessoas e não as mais de 400 mil que apareceram para dividir apenas 600 banheiros químicos imundos, 60 telefones públicos, um único posto de atendimento médico e algumas poucas tendas para comprar comida. Não havia estacionamento e muitos andaram até 20 Km do ponto onde deixaram seus carros para chegar ao festival. No meio do caminho, a organização solicitou ajuda da Guarda Nacional, que enviou alimentos, remédios e soldados para minimizar o estrago. Os artistas tiveram que ser transportados de helicóptero, pois simplesmente não havia com chegar ao palco de outra forma. Por falar em artistas, muitos se apresentaram doidões, pois a demora pras apresentações chegava a duas horas entre uma banda e outra. Resultado, os caras não tinham o que fazer e aí se atolavam nos brinquedinhos químicos de uma época onde as drogas ainda eram vistas como uma possibilidade de ampliar a visão para o mundo e curtir algumas viagens legais.

Marca registrada
Os caras pagaram o preço por ser esse o primeiro grande festival de música da história. Até então, os músicos estavam diante de platéias de no máximo dez mil pessoas, exceto, claro, os Beatles que lotavam estádios, mas que em 1969 já não se apresentavam ao vivo desde seu último show em San Francisco nos idos de 1966. Mas, toda a atmosfera da contracultura do final dos anos 60, o movimento Hippie e sua cultura da paz e amor, a resistência à guerra do Vietnã, a ainda ressaca do verão do amor vivida na San Francisco de 66, fizeram com que centenas de milhares de jovens de todo o mundo deixassem seduzir-se pela proposta inovadora do festival: mergulhar no meio do nada, durante três dias de muito sexo, drogas e rock’n roll, numa celebração histórica de toda revolução social vivida na segunda metade dos anos 60.
Pra se ter uma idéia, foram consumidas quase 25 toneladas de maconha, fora a quantidade absurda de LSD, heroína, mescalina, haxixe e por aí vai. Foram 400 atendimentos médicos no festival e apenas uma morte por overdose de heroína. Curiosamente, havia uma tenda para bad trips. Ou seja, caso você estivesse numa viajem ruim, causada por seja lá o que for, era encaminhado pra essa tenda pra esperar a “chuva” passar.

Woodstock 69
Obviamente, todas essas questões de infra-estrutura serviram de base para a concepção dos milhares de festivais que, a partir do Woodstock, começaram a acontecer ao redor do mundo, unindo tribos, divulgando bandas e mantendo viva a cultura do rock.
Mas o festival também trouxe um revolução cultural para todo o mundo, pois tudo transcorreu num clima de paz, com direito a apresentações memoráveis de Hendrix, Joplin, Santana, Joe Coker, imortalizadas em um documentário que foi lançado no ano seguinte e fez com que o resto do mundo tomasse conhecimento do festival da paz , do amor e da escolha por uma vida mais saudável e natural, distante das cidades e do industrialismo crescente. A proliferação do estilo de vida alternativo, do respeito à natureza e da busca pela harmonia entre o homem e o planeta em que vivemos, tem origem no Woodstock.
Muita coisa presente hoje na cultura do rock também tem sua origem por lá e os festivais que hoje acontecem em todo mundo, tentam de alguma forma extrair a essência do Woodstock e por isso que muitos são realizados em locais afastados da cidade, campos, desertos, fazendas ou qualquer lugar onde se possa armar uma barraca e tomar banho de lama. Aqui no Brasil, o festival que mais se aproximou desse espírito foi o Rock in Rio, na sua primeira edição, em 1985, que teve uma ótima repercussão e fez com que o Brasil aparecesse como uma viável opção para as turnês internacionais de grandes artistas.
O documentário sobre o Woodstock é uma ótima amostra do que aconteceu por lá, e compõe uma obrigatória videografia sobre o universo e a cultura da música dos anos 60 e de sua influência até os dias hoje. Toda vez que você, em um festival de música, encontrar alguém sujo de lama, tomando banho pelado num rio, expondo suas expressões artísticas ou pregando o amor livre, saiba que o marco zero desse tipo de manifestação cultural foi agosto de 1969.
Abaixo, o set list do festival:
Sexta-Feira, 15 de agosto
• Richie Havens (destaque para a versão de Strawberry Fields Forever)
• Country Joe McDonald
• John Sebastian
• Sweetwater
• The Incredible String Band
• Bert Sommer
• Tim Hardin (tocou apenas duas músicas em uma hora de apresentação)
• Ravi Shankar (velho amigo de George Harrison)
• Melanie
• Arlo Guthrie
• Joan Baez
Sábado, 16 de agosto
• Quill
• Keef Hartley Band
• Santana
• Canned Heat
• Mountain
• Janis Joplin
• Grateful Dead (Com direito a falhas técnicas como buracos no palco e guitarras que davam choques)
• Creedence Clearwater Revival
• Sly & the family stone
• The Who
• Jefferson Airplane (começou o show às seis da manhã)
Domingo, 17 de agosto
• Joe Cocker
• Country Joe and the Fish
• Ten Years After
• The Band
• Blood, Sweat & Tears
• Johnny Winter
• Crosby, Stills, Nash & Young
• Paul Butterfield Blues Band
• Sha-Na-Na
• Jimi Hendrix (a essa altura, os atrasos já tinham contabilizado nove horas. Quando Hendrix entrou na manhã de segunda-feira, apenas 35 mil resistentes felizardos viram ao show)